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5 de junho de 2010

Um pc e as possibilidades (e impossibilidades) da edição em HD


Desde que começamos a captar as imagens com a câmera Sony Handycam@ HDR XR500V, em outubro de 2009, sempre “encucamos” com a idéia de que o documentário deveria ser editado em HD (High-definition). Até então, não tinhamos muita noção do que era edição em alta definição e foi ai que os primeiros problemas começaram a aparecer.

Imagens em HD são extremamente pesadas e exigem muito de uma máquina. Depois de consultar alguns profissionais que já estão no mercado do vídeo há vários anos, chegamos ao consenso sobre o computador ideal (e comprável): Processador Core I5, com 1Terabyte de HD, 4 GB de memória RAM e a placa de vídeo Geforce GT220. Uma boa máquina até então.

Em dois dias de edição, a máquina pediu “arrego”, ficou lenta, travou diversas vezes e também desligou sozinha. Sintomas muito preocupantes que tiraram nosso sono. O jeito foi pedir socorro.

A ajuda veio de Marcelo Brito, diretor da Míra Produtora, de Uberaba-MG, e colecionador de 12 anos de experiência com vídeo. Durante o tempo que trabalhei com ele na Míra, na função de produtora, percebi o quanto ele sempre preocupou em estar antenado nas novidades da área audiovisual. Na produtora, Marcelo já colocou em prática a alta definição nos trabalhos que desenvolve . Portanto, soube como melhor nos orientar nessa situação.

“Editar em HD torna o processo mais lento, já que estamos trabalhando com uma taxa de bits muito alta para a máquina rodar. Já editar em SD (standard-definition) traz agilidade tanto para nós, que somos pequenos, quanto para os grandes estúdios no Brasil”, explica o diretor.

Mas nem tudo está perdido. Editar em SD não impede que seu filme seja finalizado em HD. Mas como isso é possível?

Marcelo explica que na fase de finalização é muito importante visualizar a imagem na sua qualidade total. E para que isso seja feito, é necessário, após finalizar a edição em SD, gerar um arquivo chamado EDL, que vai servir para substituir toda a edição por imagens em HD.

Fomos convencidos de que o melhor caminho seria a edição em SD por dois fatores: máquina sem capacidade e o curto prazo para entrega do documentário finalizado. E foi nesse momento que um outro projeto foi aberto no Premiere CS4, com o nome vilaopera0002 e a edição passou a ser feita em SD.

Claro que ainda está em nossos planos a possibilidade de finalizar em HD, pois temos imagens belíssimas e com cores muito vivas. Além disso, a tendência agora é produzir em alta qualidade, pois o resultado final é muito melhor.

Texto: Michelle Parron
Imagem: Marcelo Brito, diretor da Míra Produtora durante a gravação do comercial da Uniube (foto: Michelle Parron)

4 de junho de 2010

Que se aperte o play!


Um roteiro na mão, sonoras e offs bem definidos e mais de 12 horas de imagens disponíveis para a montagem de um quebra-cabeças chamado edição. Estávamos realmente aflitas para a chegada desse momento, que é decisivo para a qualidade do trabalho final. Na hora de contar uma história, o roteiro é fundamental, mas se a edição deixar a desejar, pode tirar o brilho de um trabalho de meses de duração.

Desde o segundo semestre de 2009, o convite para assumir a tarefa de montar essa história havia sido feito a Vinícius Ribeiro. O editor e estudante de Publicidade e Propaganda, aceitou na hora, mas tinha consciência do desafio que viria pela frente.

Com experiência na área de vídeo, Vinícius sempre teve feeling para o Jornalismo e já tem um belo trabalho no curriculum, que é a edição do documentário 13 de maio, com direção do jornalista e amigo Tobias Ferraz.

No dia 24 de maio de 2010, o projeto do Vila dos Operários foi aberto no programa Adobe Premiere CS4 com o nome de vilaopera0001. Dois dias depois, se tornaria vilaopera0002., devido aos primeiros problemas que apareceram. Saiba porque aqui.
Legenda da imagem: Vinícius Ribeiro editando o documentário Vila dos Operários (foto: Michelle Parron)